Aumento de preços de materiais de construção põe fim ao “Minha Casa, Minha Vida” para mais pobres: “Inviável”

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Renomeado como Casa Verde e Amarela por Bolsonaro, programa criado por Lula foi abandonado por construtoras, que alegam que, sem subsídios, fica inviável a construção de casas para famílias que ganham até R$ 2 mil por mês

A alta nos preços de materiais de construção está colocando fim ao sonho das famílias com renda mensal de até R$ 2 mil de terem a sua casa própria.

Os custos para construções de moradias para a parcela mais pobre da população pelo programa Casa Verde e Amarela – nome dado por Jair Bolsonaro ao Minha Casa, Minha Vida, criado pelo ex-presidente Lula (PT) – tem feito com que construtoras desistam antes mesmo de iniciar a obra, segundo reportagem de Circe Bonatelli, no jornal o Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (3).

“Hoje, fazer um produto no grupo 1 [do programa, que abrange as famílias que ganham até R$ 2 mil] é quase inviável. A gente não tem conseguido viabilizar mais”, disse ao jornal o presidente da Direcional Engenharia, Ricardo Ribeiro.

Sem subsídios do governo, o executivo diz que “tem vários projetos que não fazem mais sentido”. “O incremento dos custos inviabilizou muitos deles”, afirma ele, ressaltando que a construtora agora busca fazer projeto para famílias com maior rendimento mensal.

“Mas as pessoas com renda mais baixa acabam ficando de fora do mercado imobiliário, o que não é o ideal num País com déficit de habitação muito grande”, diz.

Rodrigo Luna, sócio e presidente do conselho de administração da Plano & Plano, vai no mesmo sentido, dizendo que “está praticamente inviável produzir imóveis para famílias com renda de até três salários mínimos”. “É muito preocupante”, diz.

O jornal ainda ouviu outros empresários e representantes do setor, que embasam a mesma realidade.

FONTE: REVISTA FÓRUM
FOTO: Marcos Corrêa/PR