Redução de equipes do SUS dificulta tratamento de asma, alerta Programa Bem Viver

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Com menos profissionais atuando nas comunidades, o número de diagnósticos e de pacientes medicados também reduz

A redução drástica do número de equipes do Programa Saúde da Família durante o governo do presidente Jair Bolsonaro dificulta o diagnóstico e o tratamento de asma, doença respiratória muito comum no Brasil, que pode evoluir para casos graves. Com menos profissionais atuando nas comunidades, o diagnóstico de casos leves e moderados é dificultado, o que impede o acesso a remédios e tratamentos.

“Essa situação atual, de declínio nas equipes de Saúde da Família, diminui a possibilidade de as pessoas entrarem no sistema de saúde e isso é muito importante para a asma, porque a base principal do tratamento é na atenção primaria”, diz o diretor da Sociedade Brasileiro De Medicina de Família e Comunidade, Lucas Gaspar Ribeiro, em entrevista ao Programa Bem Viver desta quarta-feira (19).

A asma é uma doença recorrente no Brasil, tanto nos casos mais graves como nos leves ou moderados. Apesar da grande subnotificação da doença, uma média de 120 mil pessoas são internadas por ano com crises. Maio é o mês do combate à asma, por isso a comunidade médica tem feito campanhas de conscientização sobre o assunto.

A doença se caracteriza pelo estreitamento dos brônquios, os canais que levam o ar até os pulmões, o que dificulta a passagem do oxigênio e provoca dificuldade de respirar. O problema pode atrapalhar a realização de diversas atividades diárias e aumentar o risco de morte.

“Outro aspecto do problema é o medicamentoso: o remédio para a asma entra no Programa Saúde Não Tem Preço e é entregue de graça, mas só para quem tem receita e só tem receita quem passa pela atenção primária”, diz Ribeiro.

Direitos LGBTQI+

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lança em maio o livro “LGBT Sem-Terra Rompendo Cercas e Tecendo a Liberdade”, com o intuito de ajudar a combater o preconceito e a homofobia. A obra, que traz relatos em primeira pessoa, é o resultado de 6 anos de discussão de um coletivo formado dentro do movimento para debater gênero e sexualidade.

“O campo sempre foi um espaço machista de opressão e dominação sobre os corpos e o agronegócio é parte fundamental dessa lógica, na exploração dos corpos subalternizados”, diz um dos autores do livro, Kelvin Nicolas, militante do MST e do coletivo LGBT Sem Terra.

O trabalho foi publicado pela editora Expressão Popular. Para junho está previsto um ato virtual de lançamento. “O livro traz uma contraproposta desse sistema que mata dia após dia. Ele traz as reflexões sobre como é possível a construção de um novo mundo, baseado na solidariedade, no respeito mútuo e na capacidade de amar”, diz Kevin.

O mês de maio também marca os 10 anos do reconhecimento legal da união estável entre pessoas do mesmo sexo, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A mudança foi considerada fundamental para facilitar ações cotidianas, como declarações de imposto de renda, adoção de crianças, comunhão de bens e contratação de planos de saúde.

O movimento LGBTQI+, no entanto, ainda aguarda o reconhecimento da decisão como lei.  

História das vacinas

As vacinas fazem parte da História da humanidade há 225 anos, quando um experimento realizado pelo cientista britânico Edward Jennerr resultou no primeiro imunizante do mundo, contra a varíola. Ele observou que vacas tinham feridas semelhantes às das pessoas com a doença e que os trabalhadores que estavam em contato com os animais não desenvolviam formas graves.

“Ele utilizou a técnica de vírus atenuado. Utilizou o pus de feridas de pessoas com casos mais leves e inoculou em pessoa saudáveis. A partir daí observou se elas desenvolviam a doença ou não e percebeu a criação de um processo de proteção”, afirma o professor do Instituto de Química da Universidade de Brasília, Wender Silva.

Fonte: Brasil de Fato
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil