Viva a democracia representativa!, por Izaías Almada

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Por aqui não sabemos se vamos eleger novos prefeitos e vereadores ou novos candidatos a tornozeleiras eletrônicas. Nunca se sabe, não é verdade?

Eleições na matriz, eleições na filial. As Américas estão em festa. Presidenciais por lá, municipais por aqui.

Cento e cinquenta milhões em ação, prá frente Brasil, salve a eleição!

Vamos estourar rojões e gastar muita pólvora, pois só na saliva não dá…

5.570 municípios abrirão as urnas em todo o país para a escolha de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, o que dá aquela enorme sensação de que a democracia representativa brasileira esta funcionado às mil maravilhas, enquanto no hemisfério norte, mais exatamente nos Estados Unidos da América, the show must go on que, traduzido, significa o show mastigou um: Donald Trump.

Enquanto lá, onde com certeza não existem maricas, o presidente derrotado nas urnas brinca de possível golpista. Suas declarações e atitudes querem nos dar a impressão de que pode ter havido corrupção na apuração dos votos.

Por aqui não sabemos se vamos eleger novos prefeitos e vereadores ou novos candidatos a tornozeleiras eletrônicas. Nunca se sabe, não é verdade?

Afinal – e há quem acredite nisso – a Operação Lava a Jato acabou com a corrupção no Brasil. Esqueçam as rachadinhas, por favor.

Tudo como dantes no quartel de Abrantes…

É aquela corrente prá frente. Parece que todo o Brasil deu a mão…  Ninguém solta a mão de ninguém, certo?

Já houve alguém no passado, economista e também filósofo, que afirmou: a História não se repete, a não ser como farsa. No Brasil, contudo, a História tem se repetido como farsa, como tragédia, como comédia, como drama ou qualquer outro substantivo que consiga expressar e contar as representações das atividades humanas em prosa ou em verso.Leia também:  A ignorância ao alcance de todos, por Izaías Almada

Portanto, eleitor, busque o seu título eleitoral no fundo da gaveta, ponha a máscara e desinfete bem as mãos no domingo. Vá de luvas e leve sua própria caneta. E quando abaixar a máscara para se identificar ao mesário, mantenha boa distância dele.

Sinta-se um cidadão de bem cumprindo o seu dever cívico de novamente participar dessa farsa, desculpem, dessa festa onde se mudam algumas moscas, mas a feijoada continua a mesma.

FONTE:GGN
FOTO: REPRODUÇÃO