Artigo – O PCCS na emergência e a negligência no atendimento

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Defasagem salarial dos servidores da Saúde do Ceará chega a 30% em seis anos, apontam sindicatos

A proposta de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para os servidores da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) tem sido objeto de discussão entre os membros que compõe a Mesa Setorial de Saúde da própria secretaria estadual.

O Sindicato dos Odontólogos do Estado do Ceará (SINDIODONTO) tem assento nessa mesa de negociação para representar os servidores, juntamente com integrantes de outros sindicatos: Sindicato do Médicos do Ceará (SIMED), Sindicato dos Assistentes Sociais do estado do Ceará (SASEC), Sindicato dos Enfermeiros do estado do Ceará (SENECE) e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (SINDSAUDE).

Em virtude da existência de planos de cargos defasados, os membros da mesa elaboraram, a partir das reuniões que se iniciaram em maio, a proposta de um novo Projeto de Lei do Plano de Cargos Carreiras e Salários para os servidores da Sesa. Tal proposta foi apresentada dia 23 de setembro ao secretário de Saúde, Dr. Marcos Antônio Gadelha Maia.

No dia seguinte, os sindicatos oficiaram o governador Camilo Santana, solicitando reunião para tratar da proposta de PCCS elaborada. Até a presente data não obtiveram resposta.

Enquanto esperam por essa reunião, os servidores continuam sofrendo os prejuízos de planos de cargos desatualizados e precarizados, em relação não somente à forma de progressão dos profissionais, como também no que diz respeito aos valores do vencimentos de salário-base.

De 2015 para a data atual, a defasagem dos salários por conta da falta de reposição da inflação já se acumula em mais de 30%, ou seja, os servidores da Saúde do Estado do Ceará, em plena atuação na linha de frente contra a pandemia da covid-19, contam com uma perda de mais de 25% do seu poder de compra ao longo dos últimos cinco anos.

Vale destacar também que os profissionais da rede Sesa passaram quase 10 anos sem ascensão funcional, sendo estas implantadas após longa negociação com os sindicatos. Agora, o objetivo das entidades sindicais é conseguir que a nova proposta de PCCS seja aprovada pelo governador e parlamentares. Vale destacar que há uma dívida histórica por parte da Secretaria de Saúde do Estado em relação aos profissionais que se dedicam a cuidar da saúde da população cearense.

Os servidores já não suportam mais tamanha falta de valorização. Após realização das assembleias dos sindicatos com suas respectivas categorias, alguns encaminhamentos foram feitos no sentido de reivindicar a concretização da aprovação do PCCS, já que há um curto prazo para inclusão das despesas relativas ao plano no orçamento de 2022.

O artigo é assinado pelos sindicatos dos odontólogos (Sindiodonto), assistentes sociais (Sasec), enfermeiros (Senece), farmacêuticos (Sinfarce), médicos (Sindmed), fonoaudiólogos (Sindfono), fisioterapeutas (Sinfito), nutricionistas (Sindnuce) e dos profissionais de nível médio (Sindsaúde).

Via Jornal O Povo – Eliomar de Lima

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