Plenárias simultâneas debatem atuação profissional de assistentes sociais

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CBAS traz ainda lançamento de livros e apresentação de trabalhos. CFESS divulga novos materiais

O Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais é um evento que reúne profissionais e estudantes do Brasil inteiro. Cada participante vai com uma expectativa diferente sobre o que irá debater, sobre quem será palestrante, sobre que novos livros irá adquirir. Assistentes sociais também querem compartilhar experiências de trabalho, apresentar pesquisas, conhecer autores/as do Serviço Social. O terceiro e o quarto dia do 16º CBAS, em Brasília (DF), foram preenchidos por várias dessas atividades.

 

Durante todo o dia de sexta-feira (1º), oito plenárias simultâneas promoveram debates importantes sobre uma série de assuntos referentes à atuação profissional de assistentes sociais. Além disso, houve, à noite após os debates, o espaço de lançamento de livros .

 

A conselheira do CFESS Lylia Rojas, que integra a Comissão Organizadora do evento, destaca a importância de participação da categoria e dos/as estudantes no CBAS.  “O congresso é um importante espaço de reflexão, de pesquisa,  de troca de experiência, de renovação do conhecimento. Daqui, saímos fortalecidas/os: a categoria e a profissão”, avaliou a assistente social.

 

Imagem de plenária lotada, na frente da mesa.

Temáticas sobre a atuação profissional pautaram os debates das plenárias (Rafael Werkema/CFESS)

 

As plenárias realizadas nesta sexta trouxeram os seguintes temas: Relações entre a rede de proteção social e o sistema de justiça: requisições ao trabalho profissional na política de assistência social; O trabalho de assistentes sociais diante das praticas institucionais de violação de direitos humanos praticados pelo Estado; Requisições do trabalho de assistentes sociais com famílias nas políticas sociais; O trabalho socioassistencial em saúde no contexto da contrarreforma neoliberal; Desafios ao trabalho de assistentes sociais na educação em tempos de “escola sem mordaça”; Documentação e registro como elementos do trabalho profissional: a necessidade de capacitação continuada; O trabalho profissional e os benefícios previdenciários e assistenciais; O direito à terra no meio urbano e rural – educação popular e atribuições profissionais na organização dos/as trabalhadores/as.

 

Trabalhos e pesquisas sobre a atuação profissional

Um dos espaços oferecidos pelo congresso é o da apresentação de pôsteres, realizada durante todo o sábado (2). Assistentes sociais e pesquisadores/as mostram aos/às participantes sistematizações sobre suas experiências profissionais e também pesquisas.

 

A assistente social Ana Claudia Martins, que participa pela primeira vez do CBAS, veio de Manaus (AM), para apresentar a pesquisa de mestrado que realiza no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Sustentabilidade na Amazônia, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). “ Estou muito satisfeita de poder compartilhar meu trabalho com outros/as assistentes sociais e estudantes, em um momento tão rico de troca de experiências”, destacou.

 

Imagem mostra a assistente social Ana Cláudia Martins falando sobre sua pesquisa para uma participante do evento.

A assistente social Ana Cláudia Martins  (dir.) veio de Manaus para apresentar seu trabalho sobre a questão social na Amazônia (Diogo Adjuto/CFESS)

 

Já o assistente social Ubiratan Dias, mestrando em Serviço Social pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) considerou o espaço como fundamental para a formação continuada da categoria. “O CBAS proporciona que possamos refletir sobre as práticas profissionais em âmbito nacional, em especial com os debates mais contemporâneos”, avaliou o profissional.

 

CFESS lança novos materiais

Quem participou do 16º CBAS recebeu, em primeira mão, nas bolsas do evento, quatro novos materiais: dois cartazes da Campanha de Gestão 2017-2020 – Assistentes Sociais no combate ao racismo (em breve disponíveis para download no site da Campanha). As temáticas das novas peças foram: “Que Estado dá carta branca pra assassinar gente preta?” e “Do acesso à permanência, preto na educação é sinônimo de resistência”.

 

Além desses, a série “Assistentes sociais no combate ao preconceito” ganhou dois novos volumes: um sobre o machismo e um sobre o preconceito contra pessoas com deficiência (disponíveis no site do CFESS, clicando aqui).

 

Imagem mostra assistente sociais recebendo materiais no estande do CFESS.

Assistentes sociais e estudantes receberam materiais no estande do CFESS (Rafael Werkema/CFESS)

 

O CBAS vai até este domingo (3) e as conferências do último dia serão transmitidas ao vivo pela internet, por meio dos canais do CFESS no Youtube e no Facebook. A programação do evento pode ser acessada no site oficial: www.cbas.com.br.

 

Veja mais fotos do evento: 

 

Imagem mostra autora autografando livros para participante do evento.

Uma série de autoras e autores autografaram livros após as plenárias simultâneas (Diogo Adjuto/CFESS)

 

Professora Marilda Iamamoto autografa livro para participantes do evento.

Professora Marilda Iamamoto autografa livro para participante do evento (Diogo Adjuto/CFESS)

 

Imagem mostra professora Joaquina Barata falando de sua pesquisa para participantes do evento.

Assistentes sociais escutam a professora Joaquina Barata (UFPA) durante exposição de pôster (Diogo Adjuto/CFESS)

 

Imagem mostra apresentação de pôsteres no Ginásio.

O dia de sábado foi preenchido pela exposição de pôsteres (Diogo Adjuto/CFESS)

 

Imagem do alto do palco do auditório do centro de convenções mostra a mesa com palestrantes e o público ao fundo.

Plenárias simultâneas ocorreram durante todo o dia de sexta (Rafael Werkema/CFESS)

FONTE: CFESS
FOTO: Diogo Adjuto/CFESS

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